OSPF • Rotas Externas • Type 1 vs Type 2
OSPF Type 1 vs Type 2: como escolher na prática?
Um cenário com múltiplos ASBRs e links de capacidades diferentes,
mostrando como a escolha entre E1 e E2 influencia diretamente
o caminho utilizado pela rede.
O problema
Em ambientes OSPF com múltiplas saídas para redes externas,
uma dúvida comum é:
Quando utilizar rotas externas Type 1 e quando utilizar Type 2?
A resposta depende diretamente do comportamento desejado para a rede.
Em alguns cenários, queremos considerar o custo total até o ASBR.
Em outros, o objetivo é direcionar o tráfego para o link externo mais rápido.
O cenário
Neste laboratório, temos dois ASBRs redistribuindo rotas externas
para dentro do domínio OSPF.
O ASBR1 está conectado a um link externo de 10 Gbps,
enquanto o ASBR2 utiliza um link de 1 Gbps.
A partir desse ponto, a escolha entre E1 e E2 passa a influenciar
diretamente qual saída será utilizada pelos roteadores da rede.
Entendendo o Type 1 e o Type 2
Em rotas externas OSPF Type 1 (E1),
o custo final considera:
- Custo interno até o ASBR
- Custo externo da rota redistribuída
Já no Type 2 (E2),
o comportamento é diferente.
O OSPF passa a considerar principalmente o custo externo,
reduzindo a influência do caminho interno até o ASBR.
Quando os links possuem a mesma velocidade
Se os links externos possuem capacidades semelhantes,
normalmente faz mais sentido utilizar Type 1.
Nesse caso, o OSPF leva em consideração o custo total do caminho,
permitindo decisões mais alinhadas com a topologia interna da rede.
Isso permite que cada roteador escolha o ASBR mais próximo
ou mais eficiente dentro da própria infraestrutura.
Quando os links possuem velocidades diferentes
Agora imagine um cenário onde um link possui 10 Gbps
e o outro apenas 1 Gbps.
Talvez o objetivo da arquitetura seja fazer com que toda a rede
utilize preferencialmente o link mais rápido,
independentemente da distância interna até o ASBR.
Nesse caso, utilizar Type 2 pode ajudar a direcionar
o tráfego para o melhor link externo.
Uma abordagem ainda mais interessante
Em muitos cenários,
uma estratégia eficiente é:
- Link mais rápido → anunciado como E1
- Link mais lento → anunciado como E2
Na prática, isso mantém o comportamento preferencial
para o link de maior capacidade,
mas ainda preserva maior visibilidade da topologia interna.
Ou seja, a rede continua considerando melhor o comportamento interno,
sem perder previsibilidade.
O que realmente importa
A escolha entre Type 1 e Type 2 não deve ser feita apenas por padrão.
Ela deve refletir o comportamento esperado da rede:
- Balanceamento de caminhos
- Preferência por links mais rápidos
- Maior previsibilidade
- Melhor visibilidade da topologia
Por que isso importa em arquitetura
Em ambientes reais,
pequenas decisões de redistribuição podem alterar completamente
o comportamento do roteamento.
OSPF não é apenas configuração.
A forma como as rotas externas são anunciadas
influencia diretamente:
- Escolha de caminho
- Uso dos links externos
- Convergência
- Troubleshooting
- Previsibilidade da rede
Arquitetura vem antes do comando
Antes de escolher entre E1 e E2,
é preciso entender qual comportamento faz mais sentido
para a arquitetura da rede.
Sua rede utiliza múltiplas saídas externas?
Se existem dúvidas sobre redistribuição,
escolha de caminho ou desenho de áreas OSPF,
posso ajudar a analisar o cenário e estruturar
uma arquitetura mais previsível.